Como funciona e como aproveitar o cashback da melhor forma

Cashback é, basicamente, uma forma de receber de volta parte do dinheiro que você gasta em compras do dia a dia. Ele aparece cada vez mais em cartões, aplicativos e plataformas online e, à primeira vista, parece simples: comprou, ganhou um valor de volta. Mas será que funciona sempre assim? E como usar esse benefício sem cair em armadilhas que fazem você gastar mais achando que está economizando?

Ao longo deste artigo, você vai entender como o cashback funciona na prática, quais são os principais apps e cartões que oferecem esse retorno e, principalmente, quando ele realmente vale a pena.

Como o cashback funciona?

Funciona assim: você faz uma compra usando um cartão, aplicativo ou link que oferece cashback. A loja registra essa venda e repassa uma comissão para o parceiro que indicou o cliente. Em vez de ficar com todo esse valor, esse parceiro devolve uma parte para você, em forma de crédito. É por isso que o cashback quase nunca aparece na hora e costuma ficar “pendente” por alguns dias, até que o pagamento seja confirmado.

Esse modelo só é possível porque a empresa onde você compra aceita dividir uma parte do valor da venda. O dinheiro do cashback não surge do nada: ele vem da margem da loja ou da comissão que ela paga a bancos, carteiras digitais e plataformas de intermediação. Ou seja, o cashback é, na prática, uma estratégia comercial para atrair clientes e incentivar novas compras, e não um desconto adicional criado depois da venda.

Outro ponto importante é que em muitos casos o cashback não cai direto na sua conta bancária. Ele geralmente fica disponível como um saldo dentro do app, cartão ou plataforma onde a compra foi feita. Esse saldo pode ter regras específicas, como:

  • prazo mínimo para liberação;
  • valor mínimo para resgate;
  • uso restrito, como abater compras futuras, pagar a fatura ou transferir.

Além disso, o percentual de cashback pode variar bastante. Ele muda conforme o tipo de produto, a loja parceira, a forma de pagamento e até campanhas promocionais. Em algumas situações, o valor é fixo; em outras, funciona como um incentivo temporário para estimular compras em determinados períodos.

Por fim, vale lembrar que o cashback só se confirma se todas as regras forem cumpridas. Cancelamentos, devoluções ou atraso no pagamento da fatura podem fazer o valor ser estornado ou nem chegar a ser liberado. 

Como comprar com cashback?

Em geral, o processo envolve se cadastrar em um aplicativo, site ou cartão que ofereça cashback, acessar a loja parceira por esse canal e concluir a compra sem sair do fluxo indicado. Pequenos detalhes — como abrir outra aba, aplicar um cupom não autorizado ou mudar a forma de pagamento — podem fazer com que o cashback não seja rastreado corretamente. Ou seja, não basta comprar: é preciso comprar do jeito certo.

Outro ponto importante é acompanhar o status da compra depois. Muitas plataformas mostram se o cashback está pendente, aprovado ou cancelado, e esse acompanhamento evita surpresas.

Apps

Os aplicativos de cashback concentram várias lojas parceiras e devolvem parte do valor gasto quando a compra é feita a partir do próprio app ou link indicado. Cada plataforma tem regras específicas de porcentagem, prazo e forma de resgate, então vale sempre conferir antes de comprar. Alguns dos apps mais conhecidos no Brasil são:

  • Méliuz: um dos mais populares, reúne centenas de lojas online e também oferece cashback em compras feitas no cartão Méliuz. O valor acumulado pode ser transferido para a conta bancária após atingir um mínimo.
  • PicPay: além de pagamentos entre pessoas, costuma oferecer campanhas de cashback em parceiros específicos, com o valor retornando como saldo na carteira.
  • Zoom: conhecido por comparar preços, também oferece cashback em compras feitas por meio da plataforma, geralmente vinculado a lojas online parceiras.

Cartões que dão cashback

Já os cartões com cashback devolvem uma parte do valor gasto diretamente pelo uso do cartão, independentemente de acessar um link específico. O retorno pode aparecer como desconto na fatura, saldo em conta ou crédito em programas internos do banco. Entre os mais conhecidos, estão:

  • Banco Inter: oferece cartões com cashback direto na conta, fatura ou investimento, especialmente nas modalidades mais completas, além de campanhas pontuais dentro do Super App.
  • C6 Bank: alguns cartões devolvem parte do valor gasto em forma de pontos, que podem ser convertidos em dinheiro ou usados em outros serviços.
  • Nubank Ultravioleta: oferece cashback sobre os gastos, que rende automaticamente e pode ser resgatado quando o cliente quiser.
  • Banco PAN: possui cartões com cashback direto na fatura ou como saldo, dependendo da modalidade contratada.

Antes de escolher um cartão com cashback, é importante avaliar se há anuidade, limite mínimo de gastos ou percentual reduzido. Quando usado com planejamento, esse tipo de cartão transforma despesas do dia a dia em uma forma constante — ainda que pequena — de retorno financeiro.

Vale a pena?

Sim, vale a pena participar de programas de cashback. Quando usados com consciência, eles podem gerar uma economia real ao longo do tempo, principalmente em gastos que você já teria de qualquer forma, como mercado, farmácia, transporte ou contas do dia a dia. Somado mês a mês, o cashback pode virar um alívio no orçamento ou até ajudar a equilibrar pequenas despesas.

Porém, para que ele realmente valha a pena, é essencial olhar além da promessa de devolução. Um erro comum é comprar em uma loja parceira apenas por causa do cashback, mesmo quando o preço do produto está mais alto do que em outros lugares. Nesses casos, o valor devolvido não compensa a diferença. Por exemplo: um produto custa R$ 100 em uma loja sem cashback e R$ 120 em outra que oferece 10% de volta. Mesmo recebendo R$ 12 depois, você ainda pagou mais caro no final. Ou seja, cashback não substitui comparação de preços.

Outro ponto de atenção são as regras. Muitos programas têm prazo para liberação, valor mínimo para resgate ou uso limitado do saldo. Além disso, o cashback pode expirar ou ficar preso a uma plataforma específica, o que exige organização para não deixar dinheiro “esquecido”. Também é importante ficar atento a campanhas temporárias, que mudam percentuais e condições sem aviso prolongado.

Por outro lado, os benefícios são claros quando o cashback é usado de forma estratégica. Ele ajuda a:

  • reduzir o impacto de gastos recorrentes;
  • aproveitar compras planejadas com um retorno extra;
  • centralizar benefícios em cartões ou apps que você já utiliza;
  • criar o hábito de consumo mais consciente, com comparação de preços.

Em resumo, o cashback vale a pena quando é consequência de uma boa compra, e não o motivo principal dela. Quando você compara preços, entende as regras e usa o benefício a seu favor, ele deixa de ser só uma promessa de marketing e passa a ser uma ferramenta real de economia no dia a dia.

E agora, que tal conferir o nosso post com dicas para você gastar menos do que ganha?

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Roberta Firmino

Formada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com mais de 7 anos de experiência com conteúdo para web. Escrevo para ajudar brasileiros a saírem das dívidas e a tomarem decisões financeiras mais conscientes.

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