Gastar mais do que se ganha é uma situação que parece inofensiva no começo, mas que pode virar uma bola de neve e comprometer sua tranquilidade financeira.
Pode ser a falta de planejamento, o parcelamento excessivo ou mesmo aquelas comprinhas “só de R$10,00” que, juntas, viram um problemão. Mas fique tranquilo: reconhecer essa dificuldade é o primeiro passo e, com as dicas certas, você pode virar o jogo.
Continue lendo para descobrir soluções práticas para retomar o controle, como a regra 50/30/20 pode ajudar, quais gastos são realmente desnecessários e como evitar cair nessa armadilha financeira novamente após se reestabelecer!
Você vai ver nesse conteúdo:
ToggleO que fazer quando você gasta mais do que ganha?
Reconhecer que você está gastando mais do que deveria é um passo gigante, mas aí vem a pergunta: o que fazer agora? Aqui estão algumas dicas que vão te ajudar a retomar o controle das suas finanças:
1. Estabeleça um limite pessoal de gastos no cartão
O cartão de crédito é uma ferramenta útil, mas pode se tornar uma armadilha se não for usado com responsabilidade.
- Determine um limite pessoal: se você não quiser pedir ao banco para reduzir seu limite, estabeleça mentalmente um valor máximo para gastar por mês.
- Deixe o cartão em casa: use-o apenas para compras essenciais ou planejadas. Assim, você evita a tentação de gastar com coisas desnecessárias.
- Acompanhe as consequências: lembre-se das dores causadas pelo endividamento, como estresse e brigas, e use isso como motivação para se controlar.
2. Só compre parcelado o que realmente precisa
O parcelamento é útil, mas deve ser usado com cautela.
- Priorize produtos essenciais: evite parcelar itens que não são fundamentais.
- Aproveite benefícios: se for necessário parcelar, escolha cartões com programas de milhas ou cashback.
3. Reavalie os pequenos gastos
É comum subestimar o impacto de gastos baixos, mas eles somam muito ao final do mês:
- Exemplos: corridas de Uber, lanches rápidos, compras “baratinhas”.
- Dica: anote tudo. Ao visualizar quanto está gastando, fica mais fácil entender onde cortar.
4. Planeje antes de comprar
A impulsividade é uma das maiores inimigas das finanças.
- Organize suas compras: se você planejar bem, pode evitar gastos desnecessários e ainda aproveitar melhores oportunidades.
- Controle sua fatura: tenha sempre uma margem financeira para emergências.
5. Vença a tentação do marketing
Propagandas existem para te fazer gastar.
- Pergunte-se antes de comprar:
- Eu realmente preciso disso?
- Esse gasto compromete alguma outra área da minha vida?
- Conheça seus gostos: compre apenas o que realmente faz sentido para você.
6. Trabalhe suas emoções de outras formas
Muitas vezes, gastamos por razões emocionais, como ansiedade ou felicidade.
- Reflita: pergunte-se o que está motivando aquela vontade de comprar.
- Busque alternativas: encontre formas de lidar com suas emoções sem comprometer o bolso.
O que é a regra 50/30/20?
A regra 50/30/20 é um método simples e eficaz de organização financeira que ajuda a equilibrar gastos e economias. Ela divide o seu orçamento mensal em três categorias principais, com porcentagens baseadas no seu rendimento líquido (ou seja, o valor que você recebe após os descontos de impostos e outros encargos).
Essa divisão tem como objetivo garantir que você gaste de maneira consciente, sem comprometer suas prioridades financeiras e seus objetivos futuros.
Essa regra é estruturada assim:
Categoria | Porcentagem | O que inclui? |
Necessidades | 50% | Aluguel, contas essenciais (luz, água, internet), alimentação, transporte. |
Desejos | 30% | Lazer, assinaturas, hobbies, compras não essenciais. |
Poupança e dívidas | 20% | Reserva de emergência, investimentos, amortização de dívidas. |
A ideia é que 50% do seu orçamento seja destinado às suas necessidades – despesas básicas e essenciais para viver, como moradia, alimentação e transporte. Esses são os gastos que não podem ser cortados facilmente.
Os 30% são reservados para os seus desejos, que incluem tudo aquilo que traz prazer ou entretenimento, mas não é indispensável. Isso pode incluir jantares fora, compras de roupas ou até viagens. É importante usar essa parte do orçamento com moderação, para não comprometer suas finanças.
Por fim, os 20% restantes devem ser direcionados para poupança ou pagamento de dívidas. Esse valor pode ajudar a criar uma reserva de emergência, investir no seu futuro ou reduzir dívidas existentes, como parcelas de financiamentos ou empréstimos.
Aplicar a regra 50/30/20 pode parecer um desafio no início, especialmente se você nunca acompanhou seus gastos com rigor. Porém, ela é uma excelente ferramenta para desenvolver consciência financeira. Ajustar os valores às suas necessidades e manter o foco nos 20% destinados à poupança e ao pagamento de dívidas pode ser o primeiro passo para alcançar estabilidade e realizar grandes objetivos financeiros.
Se achar difícil enquadrar suas despesas dentro dessa regra, você pode começar analisando onde estão seus gastos mais descontrolados. Talvez seja necessário cortar assinaturas que você quase não usa ou repensar a forma como consome energia no dia a dia. Adotar essa estratégia aos poucos pode tornar o processo mais leve e fácil de ser mantido.
Quais são os tipos de gastos desnecessários?
Gastos desnecessários são aquelas despesas que não contribuem de forma significativa para o seu bem-estar, conforto ou objetivos financeiros. Muitas vezes, eles passam despercebidos no dia a dia, mas podem somar valores consideráveis ao longo do mês. Identificá-los é essencial para ajustar o orçamento e evitar que o dinheiro seja desperdiçado.
Aqui estão alguns exemplos comuns de gastos desnecessários:
- Assinaturas não utilizadas: serviços de streaming, academias ou outros tipos de assinatura que você paga, mas usa raramente ou nem lembra que tem. Eles podem parecer baratos individualmente, mas juntos representam uma parcela significativa do orçamento.
- Compras por impulso: aquelas feitas sem planejamento, motivadas pelo desejo momentâneo ou por promoções irresistíveis. Normalmente, esses itens não têm utilidade real no dia a dia e acabam encostados ou esquecidos.
- Comidas fora de casa ou delivery frequente: almoços, lanches ou jantares fora de casa podem ser um dos maiores vilões do orçamento. O hábito de pedir comida com frequência, mesmo em valores aparentemente pequenos, pode ser reduzido com um planejamento de refeições.
- Juros e multas evitáveis: gastos com atraso de contas, pagamento mínimo do cartão de crédito ou estourar o limite do cheque especial. Esses valores são totalmente desnecessários e podem ser eliminados com organização.
- Marcas caras sem necessidade: optar por produtos de marcas conhecidas quando alternativas mais acessíveis e de qualidade semelhante estão disponíveis. Isso vale tanto para alimentos quanto para roupas, eletrônicos e outros itens de consumo.
- Itens de conveniência: compras em lojas de conveniência ou supermercados mais caros, onde os preços são significativamente maiores, apenas por praticidade.
Como identificar e reduzir esses gastos?
Para evitar que os gastos desnecessários tomem conta do seu orçamento, você pode começar acompanhando todas as despesas por um período, como um mês. Classifique cada gasto como essencial, necessário, mas ajustável, ou completamente desnecessário.
Dicas práticas incluem:
- Revisar suas assinaturas e cancelar as que não utiliza.
- Criar listas de compras para evitar aquisições por impulso.
- Cozinhar em casa em vez de comer fora frequentemente.
- Definir um limite para pequenos gastos diários e monitorá-los de perto.
Ao eliminar ou reduzir esses gastos, você verá uma melhora significativa no controle financeiro, além de liberar recursos para prioridades como poupança ou conquistas importantes.
E depois de colocar o orçamento em ordem, como evitar voltar a gastar mais do que se ganha?
Colocar o orçamento em ordem é um grande passo, mas o desafio real está em manter esse equilíbrio financeiro no longo prazo. É fácil cair novamente em velhos hábitos e perder o controle das finanças. Por isso, é fundamental adotar práticas que consolidem a sua nova relação com o dinheiro.
Abaixo, seguem dicas práticas para evitar recaídas financeiras.
1. Crie e mantenha um planejamento financeiro
Um planejamento financeiro sólido é a base para evitar o descontrole. Ele funciona como um guia que ajuda você a acompanhar suas receitas e despesas, priorizando o que realmente importa.
- Estabeleça metas financeiras claras, como formar uma reserva de emergência, investir ou comprar algo importante.
- Atualize seu orçamento mensalmente, adaptando-o a novas necessidades ou mudanças na renda.
- Use ferramentas como planilhas ou aplicativos financeiros para registrar e acompanhar seus gastos.
Dica extra: Separe um momento semanal ou mensal para revisar o planejamento e verificar se está no caminho certo.
2. Evite dívidas desnecessárias
Um dos maiores erros que levam ao descontrole financeiro é acumular dívidas que poderiam ser evitadas.
- Não use o cartão de crédito ou cheque especial como extensão da sua renda.
- Antes de fazer uma compra parcelada, pergunte-se: “realmente preciso disso agora? Tenho como pagar à vista ou esperar?”
- Tenha um fundo de reserva para emergências, evitando recorrer a empréstimos em situações imprevistas.
Se já for necessário assumir uma dívida, pesquise bem as condições, opte por juros mais baixos e mantenha os pagamentos em dia.
3. Estabeleça prioridades claras
Saber diferenciar o que é essencial do que é supérfluo é crucial para manter as finanças em dia.
- Classifique seus gastos em três categorias:
- Essenciais: aluguel, contas de luz, água e alimentação.
- Necessários, mas ajustáveis: lazer, roupas e pequenas indulgências.
- Supérfluos: compras por impulso, itens de luxo não planejados.
- Priorize sempre os essenciais e ajuste os gastos secundários de acordo com o seu orçamento.
Essa análise constante ajuda você a tomar decisões mais conscientes.
4. Cultive o hábito de poupar
Poupar não deve ser algo que acontece apenas quando sobra dinheiro. Faça disso um compromisso.
- Reserve uma porcentagem fixa da sua renda mensal para economias, mesmo que seja pequena no começo.
- Automatize suas finanças: configure transferências automáticas para uma conta poupança ou investimentos assim que receber o salário.
- Estabeleça objetivos para o dinheiro poupado, como viagens, projetos pessoais ou a construção de uma reserva de emergência.
Poupar regularmente cria um senso de segurança e reduz a tentação de gastar mais do que deveria.
5. Desenvolva inteligência emocional
Grande parte dos gastos desnecessários está ligada a impulsos e emoções. Controlar esses fatores pode fazer toda a diferença.
- Evite usar compras como válvula de escape para problemas emocionais, como ansiedade ou tristeza.
- Pratique o autocontrole, adotando o hábito de esperar alguns dias antes de fazer compras grandes ou não planejadas.
- Se possível, procure ajuda profissional, como psicólogos ou coaches financeiros, para lidar com gatilhos emocionais que influenciam o consumo.
Com isso, você transforma o ato de gastar em uma decisão consciente e não em algo movido pelo impulso.
6. Eduque-se financeiramente
Conhecimento é poder quando o assunto é dinheiro. Quanto mais você entende sobre finanças, mais preparado estará para tomar decisões inteligentes.
- Leia livros, blogs e artigos sobre educação financeira.
- Participe de cursos ou workshops voltados para o tema.
- Acompanhe influenciadores financeiros confiáveis que compartilham dicas práticas.
A educação financeira contínua ajuda você a evitar erros comuns e a aproveitar melhor as oportunidades de administrar e fazer crescer o seu dinheiro.
7. Revise seu progresso regularmente
Monitorar sua jornada financeira é essencial para perceber falhas e ajustar o curso quando necessário.
- Faça uma revisão mensal do seu orçamento para identificar onde está acertando ou errando.
- Analise os seus gastos e veja se algo pode ser cortado ou ajustado.
- Reavalie suas metas financeiras e, se necessário, ajuste-as para que continuem realistas e alcançáveis.
Esse hábito de revisão constante fortalece o seu compromisso com a saúde financeira.
Ao adotar essas práticas, você estará não apenas evitando cair novamente no ciclo de gastar mais do que ganha, mas também construindo uma base sólida para alcançar uma vida financeira equilibrada e sustentável.
Se você quer dar o próximo passo para melhorar sua saúde financeira, que tal sair da negativação? Esse é um dos primeiros passos para retomar o controle das suas finanças e abrir portas para melhores oportunidades no futuro. Confira nosso artigo completo sobre como limpar o nome e veja como a Acerto pode te ajudar de forma simples e segura!