Entenda quando acontece a penhora de bens por dívida e como evitá-la

A penhora de bens é um processo judicial que pode causar ansiedade e apreensão, já que representa a perda de patrimônio. Por isso mesmo, é fundamental entender quando e por que ela acontece — e como evitá-la.

Neste conteúdo, você tira todas as suas dúvidas sobre o assunto, e ainda confere três dicas para não perder os seus bens. Continue lendo e saiba mais! 

O que é a penhora de bens?

A penhora de bens é uma medida judicial que determina que os bens de um devedor podem ser apreendidos e leiloados para garantir o pagamento de uma dívida reconhecida judicialmente. 

Imagine que você deixou de pagar uma dívida a uma empresa e passou a ser cobrado por vias judiciais. Nesse caso, você pode optar pelo pagamento voluntário ou, caso isso não aconteça, um juiz pode determinar que algum dos seus bens — imóveis, veículos, aplicações etc. — seja apreendido.

Ou seja: a penhora ocorre uma vez que as opções de cobrança “amigáveis” não dão resultado ou se esgotam. Nesse cenário, entende-se que um devedor não realizará o pagamento do valor devido por livre e espontânea vontade e, portanto, deve ser “forçado” a isso. 

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Qual tipo de dívida pode causar a penhora de bens?

Qualquer dívida cobrada judicialmente pode levar à penhora. São exemplos comuns:

  • Dívidas bancárias, como empréstimos e dívidas no cartões de crédito;
  • Dívidas trabalhistas, 
  • Dívidas fiscais, ou seja, pendências com a Receita Federal, por exemplo;
  • Pensão alimentícia;
  • Condomínio e aluguel.

É importante lembrar, ainda, que uma empresa tem um tempo determinado para entrar com uma ação judicial de cobrança. Após esse período, a dívida prescreve e não pode ser cobrada judicialmente.

Quais bens são incluídos na penhora?

Para que um bem possa ser penhorado, é necessário que ele possa ser avaliado economicamente. Veja alguns exemplos:

  • Imóveis: casas, apartamentos, terrenos e outras propriedades imobiliárias podem ser penhorados — mas há regras, como o tipo do imóvel, se ele é o único imóvel da família etc.
  • Veículos: carros, motos e outros veículos também estão sujeitos à penhora, desde que não sejam fundamentais para o sustento da família.
  • Dinheiro em contas bancárias: se o valor totaliza até 40 salários mínimos, ele pode ser penhorado, ainda que esteja em aplicações ou investimentos financeiros.
  • Máquinas, equipamentos e estoque: quando o devedor é uma empresa, os bens usados na sua atividade comercial também estão sob risco de penhora, desde que ela não impeça a atividade.
  • Objetos de valor: joias, relógios, obras de arte e outros objetos também podem ser penhorados.

Em geral, a penhora de bens também segue uma ordem específica. Começa-se pelo dinheiro em espécie, depositado ou aplicado e, em seguida: títulos da dívida pública; títulos e valores mobiliários com cotação e mercado; veículos de via terrestre; imóveis.

Quais são os bens que nunca podem ser penhorados?

Alguns bens são considerados imprescindíveis ou protegidos por lei. Por isso, não podem ser penhorados. Por exemplo:

  • Salário, aposentadoria e pensão, com o limite de até 50 salários mínimos;
  • Bens de uso pessoal, como roupas ou utensílios domésticos básicos;
  • Imóvel único da família, considerado um bem de família;
  • Ferramentas de trabalho, se forem essenciais para a profissão;
  • Pequena propriedade rural trabalhada pela família.

O que acontece depois da penhora de bens?

Uma vez determinada a penhora de bens, um oficial de justiça deve executá-la, ou seja, localizar o bem e leiloá-lo. Para isso, é feita uma avaliação do bem, que determina o seu valor de mercado, e o leilão. 

O dinheiro obtido com a venda do bem é usado para quitar a dívida. Caso haja algum saldo restante, ele é devolvido ao antigo devedor. Caso a dívida não seja totalmente quitada, o devedor ainda deve arcar com o valor restante.

A localização dos bens pode ser feita por meio de uma busca pelo CPF do devedor. Assim, agiliza-se o processo de encontrar o que ele tem em seu nome. 

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Com quanto tempo de dívida a penhora pode acontecer?

A penhora não depende do tempo da dívida, mas sim da existência de um processo judicial. Ou seja: o credor precisa entrar com uma ação e obter uma decisão favorável do juiz. Em seguida, se o devedor não pagar voluntariamente, a penhora pode ser determinada.

E se eu não tiver bens para penhorar?

Caso você não tenha bens que possam ser penhorados, a execução da penhora é suspensa por um ano. Se, após esse período, ainda não houver bens, o processo será arquivado.

Mas atenção! O processo pode ser desarquivado a qualquer momento, caso sejam identificados bens a serem penhorados.

Como evitar a penhora judicial? 

A adoção de algumas atitudes pode te ajudar a se proteger do processo de penhora de bens por dívida. Confira, a seguir, 3 dicas fundamentais.

1. Organize as suas finanças

A organização financeira ainda é um desafio para a maior parte dos brasileiros, mas é indispensável para evitar problemas maiores, como a penhora de bens. 

Você pode começar separando todos os seus gastos e ganhos em uma folha. O objetivo ideal é sempre gastar menos do que você ganha e, para entender se isso acontece, basta discriminar o que são contas fixas e entender se o valor recebido é suficiente para cobrir com todas as suas responsabilidades básicas.

Em seguida, é importante avaliar o uso de métodos de pagamento, como o cartão de crédito ou cartões de loja, e de aplicativos, como apps de entregas e de viagens. Repensar esses usos é fundamental para reduzir os gastos cotidianos e, assim, evitar fazer muitas dívidas, que se acumulam. 

2. Pague as dívidas em dia

Arcar com as contas na data certa é a melhor maneira de não precisar lidar com juros agressivos, que aumentam em muito o valor inicial da dívida. Por isso, tente deixar separado o dinheiro que deverá ser usado para pagar contas básicas e fundamentais, evitando gastá-lo com outras necessidades ao longo do mês.

Leia também: Como guardar dinheiro mesmo ganhando pouco?

3. Tente negociar a dívida

A negociação de dívidas é uma alternativa para quem já está com o nome sujo, mas ainda quer resolver a situação de forma amigável. A partir dela, você pode conseguir descontos expressivos e quitar dívidas com mais facilidade, ou parcelar o valor devido em condições melhores e com menos juros.

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Summary

Roberta Firmino

Formada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com mais de 7 anos de experiência com conteúdo para web. Escrevo para ajudar brasileiros a saírem das dívidas e a tomarem decisões financeiras mais conscientes.

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