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Aprenda a declarar dívidas no Imposto de Renda

Tempo de leitura: 3 minutos

A declaração do imposto de renda é um momento importante, mas também cercado de tensão. Afinal, erros e inconsistências podem representar problemas maiores com a Receita Federal.

Durante esse processo, declarar dívidas e empréstimos é uma etapa fundamental para manter a transparência e evitar questionamentos. Por isso, neste artigo, te explicamos quais dívidas declarar e como fazer esse processo passo a passo. Continue lendo e confira! 

Quais dívidas devo declarar no imposto de renda?

Você só deve declarar no imposto de renda de pessoa física (IRPF) as dívidas de valor superior a R$5.000,00 no último dia do ano. Isso inclui:

  • Empréstimos bancários (pessoal, consignado, financiamento de veículo, etc.).
  • Financiamento imobiliário (exceto os que usam o Sistema Financeiro de Habitação, pois esses entram na ficha de “Bens e Direitos”).
  • Empréstimos de terceiros (pessoas físicas, fintechs, etc.).

Essas dívidas são chamadas, oficialmente, de “dívidas e ônus reais”. Por outro lado, não precisam ser declarados: 

  • Empréstimos, financiamentos e outras dívidas inferiores a R$5.000,00;
  • Parcelamentos do cartão de crédito;
  • Contas de consumo (como água, luz, internet etc.).

E se eu tenho dívidas com parentes?

Se forem superiores a R$5.000,00, elas também devem ser declaradas, ou você corre o risco de cair na malha fina. Da mesma forma, quem emprestou o dinheiro precisa informar quando preencher a própria declaração.

Qual a vantagem de declarar dívidas no IRPF?

O principal benefício de declarar corretamente as suas dívidas no imposto de renda é evitar pendências e inconsistências com a Receita Federal. Afinal, o Fisco cruza dados bancários e patrimoniais para identificar possíveis irregularidades. Desse modo, não declarar uma dívida pode levantar questionamentos, especialmente se houver um aumento significativo no patrimônio sem uma fonte de renda compatível.

Além disso, você garante que sua evolução patrimonial fique mais clara. Para quem pretende obter financiamentos no futuro, essa é uma informação importante, uma vez que muitas instituições financeiras analisam o histórico de declarações de imposto de renda como parte do processo de concessão de crédito. 

Por fim, a declaração de dívidas permite um melhor acompanhamento do seu endividamento ao longo dos anos. Com os registros feitos anualmente, você pode visualizar a evolução do pagamento dos seus compromissos e ter um controle mais organizado sobre suas finanças. Dessa forma, declarar suas dívidas não apenas atende a uma exigência fiscal, mas também pode trazer vantagens estratégicas para sua saúde financeira.

Passo a passo para declarar dívidas ou empréstimos no imposto de renda

Agora que você já sabe que declarar as suas pendências financeiras é importante para evitar problemas com a Receita Federal, chegou a hora de entender como realizar esse processo da forma correta.

De acordo com o Mapa da Inadimplência do Serasa, as dívidas com instituições financeiras e bancos, como empréstimos, equivalem a 18,10% das causas de endividamento. Para declará-las, você deve:

  1. Acessar o programa Meu Imposto de Renda, da Receita Federal;
  2. Ir até a aba “Dívidas e Ônus Reais”;
  3. Escolher o código que mais se adequa ao seu caso, conforme a tabela abaixo:
CódigoSituação
11 – Estabelecimento bancário comercialEmpréstimos em bancos.
12 – Sociedades de crédito, financiamento e investimentoFinanciamentos de veículos, empréstimos vinculados a cartões de crédito, carnês etc.
13 – Outras pessoas jurídicasEmpréstimos de fintechs, cooperativas de crédito, etc.
14 – Pessoas físicasEmpréstimos de familiares ou amigos.
  1. Preencher os valores corretamente. Para isso:
  • No campo “Discriminação”, informe quem concedeu o empréstimo, condições de pagamento, juros, etc.;
  • No campo “Situação em 31/12/2023” (ano anterior ao ano referente à declaração), informe o saldo devedor desse ano, se a dívida já existisse.
  • No campo “Situação em 31/12/2024”, informe o saldo devedor atualizado (caso tenha pago parte da dívida).

E lembre-se: para declarar esse tipo de despesa, é necessário informar cada uma de forma separada, caso haja mais de um empréstimo ou outros tipos de endividamento com o banco. 

Agora que você já sabe como declarar suas dívidas, aproveite para conferir nossas dicas sobre como pagar menos Imposto de Renda!

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Roberta Firmino

Formada em Comunicação Social – Jornalismo, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e com mais de 7 anos de experiência com conteúdo para web. Escrevo para ajudar brasileiros a saírem das dívidas e a tomarem decisões financeiras mais conscientes.

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